segunda-feira, 18 de maio de 2009

Estacionamento pago no Shopping São Luis

Por Jeisael Marx
Fiquei surpreso com a forma que está sendo cobrada a permanência no estacionamento do Shopping São Luis. Perdi preciosos minutos do meu dia enfrentando uma fila eeeeeeeeeenorme (foto) pra "validar"meu ticket. São apenas três guichês destinados ao pagamento no shopping todo.

Pra quem não sabe, a justificativa para a cobrança - tão comun em outros grandes centros como São Paulo, Curitiba, Rio de Janeiro, etc - é que os estabelecimentos são obrigados a indenizar ou fazer reparo em caso de quaisquer prejuízos ou danos causados ao veículo do cliente durante o tempo em que este permanecer no estacionamento. Mesmo que sejam afixadas mensagens do tipo "não nos responsabilizamos por prejuízos..." pelos estabelecimentos. Alguns até preferem contratar seguro do que empurrar taxa de estacionamento goela abaixo do cliente.


Cá pras nossas bandas não estamos (muito) acostumados com o estacionamento pago. No caso do Shopping São Luis o maior problema é o modelo adotado. Haja paciência depois de horas batendo pernas pra lá e pra cá fazendo compras e ainda enfrentar a maior fila pra pagar o estacionamento.

Mas é um direito do Shopping cobrar? Agora vou colocar lenha na fogueira.

É aí que reside o maior problema. Diversos Estados e Municípios já tentaram implementar leis que garatam a gratuidade no estacionamento dos Shoppings. O problema é que qualquer lei nesse sentido fere o direito de propridade previsto na Constituição Federal, não havendo que se falar em sua aplicação, pois, compete privativamente à União legislar sobre direito civil, nos termos do artigo 22, I, da Constituição Federal/88.

Ou seja, o terreno pertence ao Shopping. E o shopping faz o que bem entender com sua propriedade. É mera conveniência comercial oferecer estacionamento aos seus clientes. Por este lado, é conclusivo dizer que SIM é um direito do Shopping cobrar pelo espaço.

Por outro lado, os Shoppings prestam serviço, de maneira indireta nos custos embutidos no preço dos produtos e/ou serviços de seus lojistas postos à sua disposição. Isso se chama de bis in idem, ou seja, duas vezes a mesma coisa, repetição. Gerando, portanto, um enriquecimento indevido por parte dos Shoppings Centers.

O Código de Proteção e Defesa do Consumidor busca a igualdade jurídica onde há desigualdade econômica. Dessa forma a cobrança do estacionamento estará ferindo dois princípios basilares de Direito Privado, que são a função social do contrato e o princípio da boa-fé objetiva, esculpidas no Código Civil de 2002 nos artigos 421 e 422.

Mais grave ainda, é a cobrança fracionada, àquela cobrada de um valor mínimo por uma quantidade definida de tempo no estacionamento.
Os shoppings não podem exigir que o consumidor pague um patamar mínimo, sem que ele utilize efetivamente o serviço.

Não resta dúvida que essa cobrança é abusiva. O Código de Defesa do Consumidor diz em seu artigo 39:

É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas abusivas:

I - condicionar o fornecimento de produto ou de serviço ao fornecimento de outro produto ou serviço, bem como, sem justa causa, a limites quantitativos;

É a conhecida venda “casada”, logo é ilegal. Portanto, seria conclusivo dizer que o Shopping NÃO pode cobrar pelo estacionamento.


É por isso que empresas como o Carrefour em São Paulo, por exemplo, optam por modelos bem mais simpáticos, do tipo validar o Ticket do cliente no próprio Caixa e não em Guichês espalhados ns corredores, bastando que o cliente consuma um valor mínimo de 45 reais.

É o que faz também a Unimed em São Luis. Quem é atendido na sua sede, recebe um carimbo no ticket e fica livre da taxa de estacionamento. Isso é respeitar o consumidor, já que (ainda)não existe uma regulamentação específica.

Isso mesmo. Não existe nenhuma lei que garanta a gratuidade do estacionamento nos Shoppings Centers. Diferente do que é propagado em e-mails pela internet e repercutido inadivertidamente por outros canais na rede. Qualquer lei que tenha sido criada em âmbito Estadual ou Municipal Brasil a fora, tem sido questionada e/ou derrubada com facilidade.
Em São Paulo e no Rio de Janeiro, projetos de leis já foram vetados. Atualmente, o Projeto de Lei 454/2007, que prevê gratuidade de 15 minutos e limite máximo de 4 horas de permanência, está sendo analisado na Comissão de Constituição e Justiça.

Apesar disso, é bem provável que seja barrado pelo mesmo motivo que os outros: seria inconstitucional. Somente a União pode legislar sobre questões de direito de propriedade e intervenção de domínio econômico. Portanto, somente uma lei federal poderia impor a gratuidade do estacionamento.

A melhor sugestão pra quem não quer pagar o estacionamento do São Luis Shopping é não frequentá-lo. Eu mesmo só volto a ir lá com mais frequência quando pelo menos mudarem o modelo de cobrança e implantarem a gratuidade baseada num valor mínimo gasto pelo cliente.

Tenho certeza que com a queda do movimento, os próprios lojistas vão pressionar o Shopping. Isso só não vai acontecer se os frequentadores continuarem se sujeitando caladinhos na fila como carneirinhos rumo ao matadouro. Que é o que parece acontecer com mais frequência. Parece que estamos nos deixando vencer, perdendo a capacidade de nos indiginar, de reagir.

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Fontes pesquisadas:
Forum do Consumidor
Blog Advogado de defesa
Código de Defesa do Consumidor (meu livro de cabeceira)
Forum Jus Uol

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Suzuki: comprar ou não comprar. Eis a questão!

Vou pensar duas vezes antes de adquirir outra motocicleta da marca Suzuki. Não que as motos não sejam boas. São sim. Acho até que melhores que as da Honda, líder de mercado. O design, os opcionais a mais das Suzuki deixam as "motinhas" da Honda simplesmente "simples".
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Mas não é só isso que é preciso para conquistar o coração do consumidor. A Honda tem a maior rede concessionárias, maior fatia de mercado, maior aceitação - o que facilita vender uma moto usada - e facilidade na reposição de peças. E é nesse ponto que reside a minha instisfação com a marca Suzuki.
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Após anos fiel à Honda, em 2007 resolvi comprar uma Suzuki Burgman 125 na concessionária Facury Motos. Uma scooter linda, de alta tecnologia, automática, partida elétrica, freio a disco, etc. Só que desde sempre a moto apresenta pequenos problemas, o que a faz voltar à concessionária vez por outra. Nada que tenha me tirado do sério, até que...
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...bem, até que um simples cabo de acelerador se rompeu. A moto já está parada na referida concessionária há mais de 30 dias, pois simplesmente não tem a peça em estoque e sempre há uma desculpa para o atraso no pedido da mesma.
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Gente, eu tô falando de um simples cabo de acelerador de uma moto 125 cilindradas que a gente vê em toda esquina. Imagina se fosse uma peça mais importante de uma moto de maior cilindrada que a gente não vê em qualquer esquina, tipo uma Hayabusa 1300cc.
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O funcionário teve a cara-de-pau de sugerir que fóssemos a Dalcar Motos (a outra concessionária da marca) pra ver se tinha a peça, comprar e trazer pra ele. Isso não seria nada demais, não é verdade? Seria sim. E por quê eles não fizeram isso então? Pura falta de respeito com o consumidor.

Outro fato que me lembro agora, foi quando pensei em vender a moto. Por questões óbvias, procurei a Facury. E o dono - isso mesmo, o dono, não um funcionário - disse-me, lembro muito bem, que ele "queria era vender moto, e não comprar". Ora, se ele que vende a marca não teria interesse na própria marca, quem é que vai ter? Eu?
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Não que eu quisesse exatamente que ele comprasse a moto. Mas é natural que concessionárias recebam veiculos em consignação, principalmente de clientes. E achei descabida e desrespeitosa a forma como fui tratado.
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Analisando a situação, agora percebo que o que eles querem mesmo é "só vender".
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Neste momento, antes de fazer esta publicação, tentei entrar em contato com a Facury, sem sucesso. Um dos telefones é de uma residência, os outros ou só chamam ou não existem. Os telefones estão publicados no sítio http://www.facurymotos.com.br/ e na Nota Fiscal deles.
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Liguei em seguida para a Dalcar Motos e pedi que rebocassem a moto para sua oficina, onde há a peça. Está agendada a retirada. Depois de tudo resolvido, vou vendê-la. Qualquer 4 mil leva uma bela scooter, super conservada e com apenas 6 mil Km rodados. E da próxima vez, eu mudo de marca...
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...ou de concessionária.
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Jeisael Marx
Consumidor
ACRESCENTANDO INFORMAÇÕES
A Dalcar Motos também não apareceu para rebocar a moto até sua oficina. E o pior é que nem deram uma satisfação. A Suzuki tá muito mal servida em São Luis.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Liberdade de escolha

Por Jeisael Marx

Livre-arbítrio



"É a crença ou doutrina filosófica que defende que a pessoa tem o poder de escolher suas ações".



Deixando de lado as conotações subjetivistas e objetivistas que a "experiência de liberdade" possa ter, somos responsáveis por nossas ações incondicionalmente. É a nossa mente que controla as ações do corpo. E quando agimos, somos responsáveis também pela reação. É lei que pra toda ação há uma reação. Tudo na vida está sujeito à lei de causa e efeito, para uma ação positiva, um efeito positivo, para uma ação infeliz, o resultado correspondente.


Escolher entre fazer (ou desejar) o bem ou o mal, escolher entre amar ou odiar, dizer sim ou não, a decisão de puxar o gatilho, de beber e dirigir, de ofender, de estender a mão, etc. Você decide.


Não acredito que uma divindade ou força maior imponha seu poder sobre a vontade e as escolhas indivuduais. A própria Bíblia fala que Deus nos faculta a experiência de liberdade.

Em todas as situações na vida, sempre temos pelo menos duas escolhas. E, mesmo com quaisquer influências externas, a responsabilidade da decisão é sempre individual. E são as decisões que tomamos na vida que determinam nosso sucesso ou fracasso.

Quando alguém lhe abre uma porta, a decisão de entrar (ou não entrar) é sua. Ou seja, quando alguém lhe proporciona uma oportunidade e você obtem sucesso, essa pessoa não pode ser responsável por isso. Você decidiu aceitar a oportundade. Agradeça-a. Porém a responsabilidade de aceitar e ter obtido o sucesso é sua.

Você é fruto de suas escolhas. Os caminhos da vida são assim. Seja no lado profissional ou pessoal, a todo momento estamos fazendo escolhas. E mesmo que você não queira escolher, isso já é uma escolha. Devemos estar conscientes disso, e conscientes das escolhas que fazemos, pois esta consciência nos permite assumir as responsabilidades pelos nossos atos.

São as nossas escolhas, mais do que as nossas capacidades, que mostram quem realmente somos. Viver é uma arte. A arte das escolhas.

domingo, 8 de março de 2009

MULHER

Não tente entender as mulheres
Elas dizem não, querendo dizer sim
Mandam você embora, querendo que fique
Dizem que te odeiam, te amando

Não ouse entender as mulheres
Mulher não foi feita pra ser entendida
Elas querem te ouvir falar
Mas quando você fala, mandam que cale

Jamais queira entender as mulheres
Você enlouqueceria
Talvez esse seja o papel delas
Nos enlouquecer
De paixão, de tédio, de amor, de raiva

Não tente entender as mulheres
Apenas mande flores
Diga que ama
Dê um beijo, um abraço, um amasso
Mas, nunca, jamais tente enteder
Esse ser misterioso, maravilhoso
Incógnito, confuso, que Deus fez

Mulher não foi feita pra ser entendida
Mulher foi feita pra ser amada.


Jeisael Marx (Homenagem ao dia internaconal da Mulher)

sexta-feira, 6 de março de 2009

CAÇA AO REDATOR PUBLICITÁRIO NO MARANHÃO

Formandos, habilitem-se! Vagas abertas!

O título deste texto bem que poderia ser um anúncio das agências de publicidade, com letras garrafais e em negrito, no boxe destinado a empregos dos classificados dos jornais, veiculado em busca da solução de um problema crônico existente na comunicação publicitária da terra dos poetas Gonçalves Dias e Ferreira Gullar: a criação de peças e campanhas para os anunciantes.

Há algum tempo, talvez 10 anos, pouco se vê de criativo e novo nos veículos de comunicação. Nos jornais impressos é aquela poluição visual nada atraente aos leitores ávidos por notícias, que aqui e acolá bem que poderiam ser agraciados e envolvidos por um belo, criativo e bem acabado anúncio. Nas emissoras de rádio, como já escrevi e falei outras vezes, é pura gritaria e “corrida de cavalo”! Nas emissoras de TV o quê se vê é a entrada e saída de intervalos comerciais iguais, sem diferencial entre um VT e outro, ou seja: o anúncio e o produto não marcam, não atraem os consumidores. Faltam idéias!

Quando surgiram as faculdades de comunicação particulares locais, cheguei a comentar com vários amigos do meio publicitário que acreditava na melhora e evolução dos intervalos comerciais das TVs e rádios. Sem ser a “minha praia”, mas sendo também consumidor, vibrei em saber que em pouco tempo teríamos jornais e outdoors com excelentes e envolventes anúncios... Que nada! O tempo passou e o que se tem é uma mesmice de dar dó. Que pena! Pobre mercado de agências e agenciadores que só oferecem preço e desconto ao mercado de anunciantes, em detrimento da criatividade e qualidade. Poder de persuasão que é bom, nenhum! Em busca do tal BV, valioso desconto na mídia oferecido pelos veículos, tudo! Marketing de resultados ao cliente, zero!
Ser publicitário no Maranhão é “fácil”. Ser redator então... O cidadão que é agenciador de veículos (ou executivo de contas), além de criador das peças do cliente, também é atendimento, mídia, tráfego, produtor, locutor, diretor de vídeo, de arte... (só o que lembro agora). Ele só escapa quando o cliente é o autor da idéia e coloca alguém da sua família para protagonizar o anúncio. Esse tipo de “vendedor de publicidade” costuma concentrar a verba somente na mídia. Como nada tem a oferecer, além de desconto no valor das inserções, em geral essa prática torna-se um ciclo vicioso: o cliente não recebe propostas de criação, consequentemente não investe; como o cliente não investe, o “publicitário” então nada oferece. E assim, acomodam-se...

Em busca de solução, as grandes agências costumam importar profissionais de outros Estados. Coisa nova que é bom, também nada! Na verdade essas agências ajudam a inchar o mercado de gente ruim, que chega aqui se achando “o elefante branco dos olhos azuis”, pensando estar em terra de índio (que me desculpem os indígenas, pois é só para fazer uma referência de tempo e evolução). E como o nível de exigência local é baixíssimo, eles vão ficando, ficando, ficando...

Esses “estrangeiros” geralmente não atendem às necessidades e ganham tubos de dinheiro sem justificar o investimento. É gente que, na maioria dos casos, não deu ou não dá certo em seu mercado de origem; que não tem espaço ou que não obteve sucesso na sua terra, sendo a única saída migrar para outras, digamos, menos evoluídas. Depois de perceberem o tropeço na tal invenção da importação, os empresários das agências passam a dispensá-los, já que a contração fora feita pela apresentação do currículo e que, na prática, pouco mostram.

Uma parte dessa gente ganha o mundo de volta. Outra, finca o pé na boa terra, ainda tranqüila, pacata... E, sem sombra de dúvidas, boa também para ganhar dinheiro, em função do alto índice de desinformação e falta de preparo, inclusive de empresários e anunciantes. Como “em terra de cego quem tem um olho é rei...” E dentre os que ficam, existem boas surpresas e agradáveis exceções. Esses “correm atrás do preju” e se tornam até empresários na terrinha, de tão boa que é para ganhar dinheiro (lembrando, novamente).

Para mostrar serviços e não decepcionarem, esses “estrangeiros” contratados para áreas específicas, normalmente à redação e à direção de arte, passam a executar até mesmo outras funções, como atendimento ao cliente e direção de produção, de áudio e vídeo. Alguns encaram até a telinha, viram “garotos-propaganda”, ou mesmo impostam as vozes nas locuções das peças publicitárias de rádio e TV. Daí ganham a segurança e a esperteza suficientes para encarar “o nosso pobre mercado” e, em sua maioria, ficam no Maranhão e se tornam “donos de agências”. Em geral, são aqueles que acham que criação é somente texto para locução/off ou para apresentação/on. Não acrescentam mesmo!

Outro fato curioso nessa falta de noção dos “nossos redatores”, bem observado pelo radialista e publicitário Jeisael Marx, é que as peças e campanhas, além de nada de novo apresentar, também se tornam, na TV, nada mais que a animação da peça gráfica - do panfleto, do anúncio de jornal ou do outdoor. “Produtora vai então comprar câmera pra quê?”, indagou em seu blog. Basta um editor-conhecedor das ferramentas de softwares de edição de imagens e pronto, está criado e produzido o vídeo, que alguns ainda chamam de “filminho”. Fácil, não é?! E tem gente que engole mesmo, sem fazer cara feia! O importante é captar o recurso do anunciante logo, sem deixá-lo escapar. A agilidade de criação e produção está em função do faturamento imediato. Ô, terrinha boa para ganhar dinheiro! Na publicidade, então...

Gostaria de deixar claro que não tenho nada contra a importação de profissionais. Só acho que devam ser de boa qualidade, para aprendermos com as suas capacidades e experiências. Dessa forma, acho justíssimo o investimento, pois certamente engrandecerão o nosso mercado e torna-se-ão referências para profissionais e estudantes, aqui ou em qualquer canto. Do contrário, melhor anunciar mesmo: CAÇA AO REDATOR PUBLICITÁRIO NO MARANHÃO. FORMANDOS, HABILITEM-SE! VAGAS ABERTAS! Aqui, pelo que percebo, a crise vem atingindo somente as idéias dos publicitários.

A propósito, para finalizar, deixo aqui um desafio: o final do ano é talvez o período na publicidade de maior investimento dos anunciantes e também de excelente faturamento das agências e veículos. Fica a pergunta: você lembra de algum anúncio marcante, no jornal, outdoor, rádio e/ou TV? Responda e comente. Boa memória!


Marcos Baeta Mondego
(Março de 2009, na expectativa do “início do ano”)

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

A ERA DA PIRATARIA

By Jeisael Marx


O que você acha de pagar R$ 40, 00 pra ter na sua estante um CD do seu artista preferido? Ou que tal desembolsar R$ 120,00 pra ter guardado em casa um DVD daquele filmaço? Ou tirar do seu salário R$ 50,00 pra ter o prazer de ler um livro só seu? Muito caro, né? E é, mesmo pra quem ganha razoavelmente bem.

Melhor seria baixar pela internet, de graça, a música que você quiser; encostar na esquina e comprar 3 filmes por dez conto da mão do pirateiro; baixar o livro em PDF na rede. Sim. Uma economia super-hiper-mega-considerável. No caso do filme em DVD, é mais barato comprar do que ir à locadora. Mas isso é crime, é o que diz a legislação.

O Estado perde arrecadação, pessoas perdem seus empregos, o autor intelectual da obra deixa de receber, etc. Isso é fato. Deixemos de lado os apelos hipócritas das grandes gravadoras/produtoras e dos artistas endinheirados, coisas do tipo "filme pirata danifica seu aparelho", tentando nos dissuadir.

Consumir cultura ainda custa muito caro. Seria a pirataria uma alternativa? Pagar R$ 40,00 num CD com certeza é que não é uma alternativa. Particularmente, acho que o sistema já era. A internet tá cada vez mais democratizada, e as pessoas, até nos lugares mais distantes, têm acesso à informação e também à cultura.

A grande massa, ao seu modo, está acabando com o privilégio dos poucos que podiam consumir cultura. Não adiantam as novas tecnologias e leis empregadas no intuíto de frear esse processo. Não há volta. Que venha o Blue Ray Disc, apregoado por muitos como possível solução para os casos dos filmes piratas. As grades que limtavam o povão deixaram de existir.

Conceitos ultrapassados de direitos autorais caem por terra, proporcionando à humanidade aprender, ver, ouvir, ler, ter acesso virtual ou real ao que existe de mais belo criado pela capacidade intelectual do homem: filmes, pinturas, músicas, livros.

Não faço apologia à pirataria. Pelo contrário, sou ferrenho defensor da anti-pirataria. E o sou com a autoridade de quem já sofreu grande prejuízo por conta da mesma como empresário do ramo de vídeo-locadora e como músico. Faço aqui apenas a leitura racional dos fatos. E, sinceramente, vejo que não adianta remar contra a maré. Basta lembrar que até o Presidente já foi flagrado com filme pirata.

O sistema já era.

sábado, 31 de janeiro de 2009

ESMOLAS: DAR OU NÃO DAR?


Por Jeisael Marx

Uma pergunta que nunca é respondida em consenso. Existem argumentos explicativos consideráveis para quem é contra e quem é a favor.

Antes de mais nada, vamos a algumas informações:
Uma pesquisa realizada em Uberlândia, MG, revelou que 90% dos pedintes não necessitavam de esmolas. Lá, quem pede dinheiro sem precisar vai preso.

Pra quem não sabe, mendicância é contravenção penal e a pena varia de 15 a 90 dias de prisão.
Em muitos países, mendigar é crime. E quem dá, também é punido.

Muitos esmoleiros ganham por mês (na moleza) mais do que você ganha de salário (ralando).

Uma enquete realizada pela rádio Cultura AM mostrou que 70% das pessoas são a favor de dar esmolas. Agora, eu quero dizer que faço parte dos 30%.

Sou radicalmente contra dar esmolas. E não dou mesmo. Estejam a vontade para concordar ou não. Mas sou da opinião de que uma das piores invenções humanas foi a esmola. Dar esmola é um péssimo ato. Não sou contra a caridade ou a solidariedade. Até porque quem dá esmola não está movido de fato por esses ou outros entimentos nobres. Dá apenas a sobra. E dar a sobra não é uma virtude, serve somente para ostentar poder e soberba. Puro exibicionismo.

Ou você acha que quem dá um trocado para um pedinte que se aproxima não quer apenas de livrar do incoveniente, do mau-cheiro, da roupa suja, etc? Acho deprimente para quem dá, e, de fato, não ajuda em nada quem recebe. Quem dá esmola alimenta a miséria e a marginalidade. Quem recebe acostuma-se com a miséria e a humilhação. Quem dá, pensa que fez um grande favor quando acabou fazendo um grande mal.

Você já se perguntou o que leva alguém a ser um pedinte? Podemos imaginar inúmeros motivos: o fato de não ter tido uma oportunidade na vida, o fato de não ter acesso a educação formal ou a um trabalho digno, blá, blá, blá. Mas fato é que o sujeito só pede porque sabe que alguém vai dar. Aí, a sociedade vai criando um monte de parasitas, que percebe que pode ganhar dinheiro sem trabalhar. Então pra quê trabalhar?

E não pense que vender canetinhas ou balas no farol, ou limpar parabrisas pra receber um trocadinho é trabalho. É esmolar também. Ouça o argumento de quem faz isso: "compra uma balinha aí pra me ajudar, tio". Não se ache o 'bom cidadão' por dar uma esmolinha. Por acaso após dar a esmola você vai junto com o esmoleiro ajudá-lo a encontrar um trabalho digno? Ou a encontrar um outro caminho? Esse é o problema: a esmola em nada ajuda, serve apenas de combustível, é um instrumento de manutenção da miséria e da desigualdade.

Todas as vezes que ofereci trabalho para um pedinte, fui tratado com hostilidade. "Eu tô pedindo é dinheiro, siô. Né trabalho não". E já ouvi coisas piores. É uma gente sem honra, que morre e que mata e que nada tem a perder. Muitos começam pedindo e depois começam a roubar, pois nem todos os marginalizados se sujeitam a viver da humilhação da esmola. O que esse povo quer é vida fácil. Mendicância virou profissão. Tem muita gente que faz disso um meio de vida.

Se você quer mesmo ajudar, doe mais do que sobras a uma instituição de caridade, ofereça um emprego na sua empresa pra quem não tem oportunidade, adote uma criança, dê uma cesta básica a uma família carente, junte alguns amigos e faça um sopão, arrecade roupas e alimentos para dar aos necessitados, enfim... Pereceba a diferênça entre ser caridoso/solidário e ser um alimentador da miséria dando esmolas no sinal, na porta do banco, na porta de sua casa.

FIM
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Veja a seguir um post do blog pistoleirosemdedo
Veja por quê ser esmoleiro é tudo de bom:
* Você chega a hora que quiser;
* sai a hora que quiser;
* trabalha quantas horas por dia quiser;
* não tem chefe;* não tem que justificar faltas;
* não PAGA IMPOSTOS (esse é opcional, porque você ainda pode se inscrever como autônomo e gozar uma aposentadoria respeitável);
* algumas almas caridosas ainda te descolam um rango (e eu nem tícket tenho!);
* você pode levar seus filhos para trabalharem também (isso implica em ganho extra, devido à "peninha" dos transeuntes)
Conheça as modalidades da categoria:
* Mendigo - aqueles que andarilham pela cidade inteira, sem rumo certo, numa aventura sem fim! Nunca sabem onde vão dormir, aliás, nem sabem se vão dormir.
* Pedinte - aqueles que estão todos os dias no mesmo ponto. Esses são perigosos por dois motivos: outros pedintes não podem se aproximar da sua área de jurisdição (o "pedaço deles"); se você tratá-los mal, eles podem estudar seus hábitos para roubá-lo ou se vingar.
* Mãe solteira - Sub categoria de Pedinte: aquelas que alugam uma criança recém nascida para trabalhar. Em casos raríssimos, usam o próprio recém nascido pra trabalhar. O incrível é que elas devem ser mães de uns 13 filhos gêmeos recém nascidos, porque cada dia é um filho diferente. Tem umas pilantras que até botam aquelas tetas murchas na boca do neném pra tentar te convencer. Requer sexo feminino.
* Trovador - contam alguma lorota para tentar te comover/convencer.
* Inválido - é o pobrezinho que não pode trabalhar porque não tem um dedo ou uma perna. Nessa categoria estão também os doentes.
* Malabaristas - puta merda, esses são artistas e deveriam estar no circo du soléi. Normalmente estão em semáforos ou na rodoviária, ao lado do amontoado de pessoas que assistem o homem da cobra. Há ainda uma subcategoria, Menores Malabaristas, que são uns moleques cheiradores de cola que quando estão doidões ficam dando umas cambalhotas no sinal se achando os ginastas.
* Drogados - essa modalidade é daquelas que não rendem. Um bêbum ou um maconheiro ficam andarilhando pelo ponto em busca de trocados paraa próxima tragada.
* Flanelinhas - são os piores de todos. São também vigias de carros. Se acham os donos do estacionamento e se você disser que "não precisa olhar", seu carro aparece misteriosamente arranhado (claro né, não tinha ninguém pra vigiar...). Os flanelinhas que lavam carros, em alguns locais (como na quadra do meu trabalho) recebem até décimo terceiro.Certa vez me disseram que um flanelinha do Brasília Shopping comentou que não chegaria aos R$ 1.500,00 naquele mês. "Háa ce tá de zuação comigo...", foi minha pronta resposta. "Aoooonde que um flanelinha poderia ganhar tanto só vigiando e lavando carros?".
Posteriormente, me disseram que o "chefe" dos flanelinhas (ou seja, o flanelão) da quadra onde trabalho vem "trabalhar" de carro ocasionalmente, que vem vestido na beca e que bota aqueles trapos só pra conseguir uns trocados a mais. O sujeito é conhecido como Zezinho, e tem uns 4 ou 5 flanelinhas sob suas ordens (eeeta moral!).
Depois de alguns meses constatei a veracidade da informação: num ponto afastado da quadra o vi caminhando como qualquer pessoa comum: uma gola pólo filézinha (daquelas xulas que tem um cavalinho bordado no bolso, hehe), uma calça social (diga-se de passagem, visivelmente melhor que a minha) e um sapato muito bem engraxado; resolvi não conferir de onde ele estava indo ou para onde estava indo; claro, ele possivelmente se trocou em algum local, vestindo os habituais trapos de flanelinha, mas isso eu também não fiquei pra conferir.
O Zezim é um cara de fibra, trabalha todos os dias, faça sol ou faça chuva, ao contrário dos flanelinhas da quadra ao lado, que não trabalham em dias frios, chuvosos e ainda saem mais cedo do trabalho quase todos os dias. Isso que é trabalhador! O único inconveniente é que, estacionando o seu carro na área dele, você deve lavar o carro com ele de tempos em tempos, porque arranhões podem aparecer ocasionalmente na pintura do seu carro e ele não vai estar lá pra ver quem foi que fez isso.
Cálculo do salário de um pedinte:
Bem, vamos jogar o preto no branco agora. Se você se interessou em alguma das modalidades ou cifras acima, vamos estipular quanto ganha um pedinte num semáforo hoje em dia. O cálculo é baseado num email que recebi há muito tempo atrás e por isso não sei a quem atribuir o crédito.
Imagine a situação onde alguém que simplesmente peça dinheiro num semáforo de um cruzamento movimentado, próximo a algum centro comercial da cidade. Vamos chamar esse alguém de Seu Joca.O semáforo onde o Seu Joca trabalha passa 30 segundos verde ou amarelo (aberto) e 30 segundos vermelho (fechado).
Existe um cabeção para impedir que o semáforo seja furado (também conhecido como pardal, cabeçudo ou fiscalização eletrônica).Se uma bondosa alma depositar R$ 0,10 (apenas dez centavos de real) no chapéu do Seu Joca a cada semáforo vermelho, seu faturamento será de 10 centavos por minuto. Achou pouco? Não vamos levar em consideração que muitas pessoas dão bem mais que 10 centavos.Então, 10 centavos vezes 60 minutos, nos dá 0,10*60 = R$ 6,00 por hora. Você acha 6 reais por hora pouco?
Então vamos dobrar o trabalho do Seu Joca: assim que esse semáforo ficar verde ele vai para o outro lado do cruzamento, no outro semáforo. Haaa sim, agora são R$ 12,00 por hora.O Seu Joca é um cara trabalhador, estudou e trabalhou a vida inteira. Portanto, sabe que o fruto do suor é o seu sustento.
O Seu Joca trabalha das 8 às 18, com duas horas de folga para o almoço, onde tira 30 minutos pra comer uma quentinha da Dona Zefa das Malmita e dorme por uma hora e meia embaixo de alguma árvore. Então, por dia, ele fatura 12 * 8 = R$ 96,00 (noventa e seis conto).Huhh começou a ficar interessante, não acha?? Invaginemos que o Seu Joca trabalhe 22 dias por mês, como qualquer mortal: 22*96 = R$ 2.112,00. Líquido. Porrraa! Se o cara for ganancioso pode trabalhar 10 horas por dia pra ganhar hora extra...
Dicas para se tornar um bom pedinte:
* Pratique em frente ao espelho expressões de tristeza, necessidade e cachorro triste.
* Escreva uma placa para ter que falar menos. Lembre-se de cometer erros vulgares de gramática, como escrever o "Z" e o "N" ao contrário.
* Faça uma estatística dos semáforos e avenidas mais movimentados, com o tráfego médio por minuto de automóveis e pedestres. Trace uma curva e determine os melhores horários em cada local.
* Para economizar na hora do almoço, espere na frente do restaurante e chore um prato de comida. Diga que você quer apenas comer e que podem te dar qualquer meia colher de arroz. Isso sempre dá certo.
* Ao voltar pra casa, aproveite o horário de pico e volte pingando de ônibus em ônibus, pedindo e aproveitando pra avançar de 1 em 1 parada sem pagar a passagem. Força! Uma hora vc chega lá e ainda arrecada uma grana boa!
* Parques, circos e feiras: ótimo pra descolar uma graninha extra! Vc se diverte com a família e ainda aproveita pra trabalhar!
* Modifique seus métodos: num dia você leva uma receita médica e diz que precisa comprá-los; noutro dia você tem 9 filhos pra criar; noutro você é um empreiteiro falido...
* Faça cursos de línguas e mendigue em vários idiomas. O aeroporto é frequentado por pessoas com muito dinheiro!
* Invista no negócio: compre uma cadeira de rodas e uma muleta! Compre também um kit do homem da cobra pra esconder uma das pernas.
* Mantenha a dianteira dos negócios: se algum outro pedinte entrar na sua área, elimine-o.
* Diversifique os negócios: venda drogras, armas, dvds e giz de matar barata.
* Seja insistente! Persista e vença os trouxas pelo cansaço!
* Torre toda a grana que ganhar em porcarias. Afinal, é esse o segredo para conseguir permanecer a vida inteira pedindo!
"Porque mendigar é uma arte."